Em um caso alarmante que levanta questões sobre a segurança de procedimentos médicos, doze pacientes que se submeteram a cirurgias de catarata durante um mutirão no Ambulatório de Especialidades Médicas (AME) de Taquaritinga (SP) enfrentam a possibilidade de cegueira permanente. Realizados em outubro de 2024, os procedimentos deixaram algumas pessoas com a visão severamente comprometida, mas as causas ainda permanecem sem explicação.
Carlos Augusto Rinaldi, um dos afetados, relatou sua angústia após três meses de espera por esclarecimentos. Ele e outros pacientes foram encaminhados para hospitais em Araraquara e Ribeirão Preto, onde especialistas confirmaram que muitas das sequelas são irreversíveis. Carlos compartilha: "Já vai dar quatro meses. No hospital em Ribeirão, foi constatado que era irreversível, e em Araraquara também. Agora estamos esperando apoio."
Maria de Fátima Garcia Chiari, outra vítima do mutirão, descreve sua dolorosa experiência após a cirurgia. Desde o início, ela sentiu dor intensa, e apesar das promessas de recuperação rápida, sua situação se deteriorou rapidamente: "Do dia 21 de outubro até 31 de dezembro, comecei a perder a visão. No dia 1º, tudo ficou cinza, e no dia 2, estava tudo preto." Após sofrer complicações, Maria conseguiu um transplante de córnea, mas a experiência deixou marcas profundas.
Ambos os pacientes expressam frustração e desamparo diante da falta de acompanhamento por parte do AME, que não parece ter se preparado para lidar com as consequências das cirurgias. Em resposta, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo lamentou o ocorrido e informou que todos os profissionais envolvidos foram afastados, garantindo que os pacientes recebem suporte especializado.
Este trágico incidente em Taquaritinga não apenas destaca a fragilidade do sistema de saúde, mas também a urgência de uma investigação aprofundada para prevenir futuros danos a pacientes vulneráveis.
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Por G1 | Bahia Sul News