A Neoenergia, maior distribuidora de energia do Brasil e controlada por capital espanhol, enfrenta questionamentos em diferentes regiões do país. No Distrito Federal, o Ministério Público Federal apresentou denúncia apontando que, em momentos de maior demanda, a companhia priorizaria o fornecimento em áreas de maior poder aquisitivo, enquanto regiões mais pobres enfrentariam interrupções no serviço.
Na Bahia, a situação também ganhou repercussão na Aldeia Pataxó Xandó, localizada em Caraíva, distrito de Porto Seguro. A Coelba, subsidiária da Neoenergia, ingressou com ação judicial para desintrusão alegando a existência de ligações clandestinas (“gatos”). No entanto, decisão da Justiça Federal em Eunápolis determinou que a empresa realizasse a instalação de mais de 1.500 medidores solicitados por moradores indígenas e não indígenas da comunidade.
Além disso, consumidores relatam dificuldades mesmo quando mantêm o pagamento em dia. Um dos casos envolve uma moradora que contestava valores cobrados na fatura e, ao reter o pagamento enquanto aguardava resposta formal da concessionária, teve o nome protestado em cartório.
Os episódios ampliam o debate sobre a prestação do serviço e a responsabilidade social da distribuidora, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade. Até o momento, a empresa não detalhou publicamente as medidas adotadas diante das decisões judiciais e das denúncias apresentadas.
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