No primeiro quadrimestre de 2025, Itabuna se destacou de maneira alarmante ao registrar um a cada cinco casos de violações de direitos humanos contra mulheres nas sete maiores cidades do sul e extremo-sul da Bahia. Foram 104 ocorrências no município, dentro de um total de 473 casos reportados. A cidade foi seguida por Eunápolis, com 70 registros, e Itamaraju, com 68. Essa preocupação se torna ainda mais evidente ao analisar o total de denúncias formais, que alcançou apenas 68, evidenciando uma subnotificação significativa.
Apesar de Itabuna ter a maior população entre os municípios analisados, a razão para os altos índices não pode ser atribuída apenas à demografia. Comparando-a a Porto Seguro, que possui uma população semelhante e registrou 52 ocorrências, é crucial investigar fatores sociais e culturais que contribuam para essa disparidade.
Em um panorama mais amplo, a Bahia registrou 6.259 casos de violência contra mulheres nesse mesmo período. No ano anterior, foram 41.642 ocorrências, refletindo uma realidade preocupante. Segundo Osmundo Nogueira Gonzaga, coordenador do curso de Direito da Faculdade Anhanguera de Itabuna, a denúncia é essencial para responsabilizar agressores e interromper ciclos de abuso, além de promover a conscientização social.
Recentemente, a deputada estadual Cláudia Oliveira também atuou no combate à violência entregando novas viaturas aos Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), fortalecendo a estrutura de apoio disponível.
As vítimas têm à disposição canais para denunciar, como os números 190 e 180, bem como as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam). É vital que a sociedade se una para enfrentar esse problema e promover mudanças necessárias na cultura e no tratamento das mulheres.