A combinação de uma canoa OC4 com o kitesurf tem se mostrado como uma experiência náutica híbrida, única e cheia de adrenalina. Essa fusão não é apenas sobre a velocidade que o vento proporciona, mas também envolve um planejamento cuidadoso e uma disposição para encarar os desafios, incluindo acidentes que podem levar a lesões ou danos aos equipamentos. No entanto, para aqueles dispostos a “pagar o preço”, a recompensa é uma conexão profunda com o oceano, utilizando tanto a sabedoria tradicional polinésia quanto as tecnologias contemporâneas.
Em Arraial d’Ajuda, no sul da Bahia, Giovanni Polotto e Cauê Seki — fundadores da CPP Extreme — têm explorado essa nova abordagem. O mais fascinante é que ambos compartilham um sonho semelhante há cinco anos, sem saber um do outro. Giovanni explica: “O sonho de puxar a canoa já existe comigo faz tempo. Quando perguntei ao Cauê, ele disse que também sonhava com isso há cinco anos.” Essa sincronia é o que torna a história especial.
Juntos, eles buscam aperfeiçoar a técnica de movimentar a canoa OC4 com a pipa de kitesurf, contando com a colaboração de outros remadores da região, como Sara e Herberth Brito. A missão deles não se resume à velocidade; segurança e aprimoramento são prioridades. Giovanni, que encontrou no mar da Bahia uma nova casa, enfatiza a importância de um processo meticuloso: “Nossa meta é não estragar o material.”
Apesar dos obstáculos — como a vez em que se encontraram 10 km da costa com a pipa caída e linhas emboladas —, a equipe permanece firme em seu propósito. Eles desejam não apenas navegar, mas surfar ondas com a canoa e o kite. Essa aventura representa para Giovanni a união de suas paixões e a descoberta de um “espírito Aloha” que ressoa em cada onda do oceano baiano.
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