Após oito dias de ocupação, cerca de 300 integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) deixaram a propriedade em Itabela, no sul da Bahia, onde funcionava a Estação de Zootecnia do Extremo Sul da Comissão Executiva Plano de Lavoura de Cacau (CEPLAC). A desocupação ocorreu na manhã desta terça-feira (8), após a notificação judicial recebida na última sexta-feira (4).
O MST justificou a ocupação como uma forma de protesto contra o que consideram descaso do governo federal com a CEPLAC, um órgão vital para a pesquisa na lavoura de cacau, vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Em resposta à ocupação, o Mapa repudiou a ação do MST, ressaltando que no local estão armazenados veículos, equipamentos e insumos essenciais para as atividades experimentais e laboratoriais.
Além disso, o Mapa destacou a presença de 102 cabeças de bovinos e 18 equinos que são utilizados nas pesquisas realizadas na área. A situação evidencia a tensão entre as reivindicações do MST por terra e os interesses de pesquisa e desenvolvimento agrícola defendidos pelo governo. A desocupação marca um novo capítulo nesta disputa por espaço e recursos no campo brasileiro.
Itabela
Integrantes do MST desocupam estação de zootecnia em Itabela após acordo com órgãos federais
A desocupação marca um novo capítulo nesta disputa por espaço e recursos no campo brasileiro.
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