Dois homens acusados de envolvimento na morte do comerciante Edjhones Alves da Silva, de 30 anos, foram absolvidos pelo Tribunal do Júri de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. O julgamento ocorreu na quinta-feira (28) e resultou no encerramento definitivo do processo contra os réus.
O crime aconteceu na tarde de 31 de maio de 2022, na Avenida dos Navegantes, no centro da cidade. Segundo testemunhas, a vítima se preparava para subir em uma motocicleta quando um carro se aproximou e os ocupantes efetuaram diversos disparos.
Após o homicídio, equipes da Polícia Militar localizaram um veículo com características semelhantes às descritas por testemunhas em um trecho da BR-367. Durante a abordagem, dois homens foram presos e posteriormente autuados pelo assassinato. Eles permaneceram presos preventivamente por aproximadamente quatro anos até serem submetidos ao júri popular.
De acordo com a advogada Jadde Marcelly, responsável pela defesa dos acusados, o Conselho de Sentença concluiu que não existiam provas suficientes para condená-los pelo crime. Ainda segundo a defesa, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) decidiu não recorrer da decisão, tornando a absolvição definitiva.
Na época da prisão, os suspeitos admitiram estar nas proximidades do local do crime, mas negaram qualquer participação nos disparos que mataram o comerciante.
O caso voltou a ganhar repercussão em setembro de 2025, quando Elisandy Souza Santos, de 21 anos, apontada como participante do homicídio, foi presa em Cariacica, no Espírito Santo. Ela era considerada foragida da Justiça e foi localizada durante uma ação da Polícia Militar em uma área conhecida pelo tráfico de drogas.
Segundo o boletim de ocorrência, nada de ilícito foi encontrado com a jovem, porém os policiais constataram a existência de um mandado de prisão em aberto por homicídio. Elisandy foi encaminhada à Delegacia Regional de Cariacica e, posteriormente, ao Centro Prisional Feminino do município.
A defesa informou que não possui informações sobre a atual situação processual da investigada, uma vez que o caso segue sob segredo de Justiça.
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