Após mais de um ano de dor profunda, Maria Rebello, mãe do ator e DJ João Rebello, finalmente encontra forças para voltar a Trancoso, na Bahia, local onde seu filho foi assassinado por engano em outubro de 2024. No dia 7 de maio, ela e sua filha, a atriz Maria Carol Rebello, serão homenageadas durante a exibição do filme "Fôlego — Até depois do fim", que faz parte da programação do Festival de Cinema de Trancoso.
Maria compartilha suas angústias: "Perder um filho me levou pra um lugar inominável. Há um ano eu vivo numa exaustão emocional." Para ela, a arte sempre foi uma forma de resiliência. "O meu grito de justiça é esse filme que mostra a família de artistas que somos", afirma, evidenciando a luta pela memória de João e a importância do cinema como um refúgio em tempos de dor.
Maria Carol, roteirista e narradora do filme, relembra com carinho as memórias de infância em Trancoso, passadas por sua mãe. "Ela levava a gente e nossos amigos nas férias. Eu sempre amei esse lugar! Só que eu não sabia que ele me tiraria o fôlego", diz, refletindo sobre a ironia do destino que transformou esse paraíso em um cenário de tragédia.
Dirigido por Candé Salles, "Fôlego" destaca não apenas a trajetória da avó Hilda Rebello, mas também do tio Jorge Fernando, celebrando suas contribuições à arte e ao entretenimento. A busca por justiça e reconexão se entrelaçam na narrativa, enquanto Maria e Carol tentam reconstruir suas vidas através do amor à arte e da memória de seu querido João.
A exibição do filme, marcada por emoções intensas, será um tributo não só à vida de João, mas também à força e resiliência de sua família diante da perda irreparável.
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