A situação em Santa Cruz Cabrália tem gerado forte indignação entre os profissionais da educação e parte da comunidade. O prefeito Girlei Lage é alvo de críticas após, segundo a categoria, descumprir um acordo firmado com a APLB ao não conceder o reajuste do piso salarial dos professores.
Como se não bastasse a questão salarial, a gestão municipal também decidiu manter atividades escolares na Quinta-feira Santa — uma das datas mais simbólicas do calendário cristão. A medida foi recebida como um gesto de desrespeito por educadores e fiéis, especialmente por se tratar de um município com forte tradição católica.
A revolta aumenta diante do contraste: enquanto se apresenta como religioso, o prefeito teria ignorado a importância da data para os trabalhadores da educação, obrigando-os a cumprir expediente em um dia historicamente reservado à fé e à reflexão.
Para os professores, a decisão evidencia não apenas a falta de diálogo, mas também problemas de planejamento da gestão, que não iniciou o ano letivo no período adequado. O resultado foi um calendário apertado, que acabou sacrificando direitos e tradições — algo que, segundo a categoria, nunca havia acontecido antes na história de Cabrália.
Diante do cenário, cresce a pressão por uma posição oficial da prefeitura e por medidas que respeitem tanto os direitos trabalhistas quanto os valores culturais e religiosos da população.
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