A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) celebrou, nesta sexta-feira (22), a abertura de capital da mineradora canadense Homerun Resources Inc. na Brasil, Bolsa, Balcão (B3), em São Paulo. A iniciativa integra o avanço do Projeto Brasil Transparente, que prevê a implantação da primeira fábrica de vidro solar do mundo fora da China, no município de Belmonte, no sul da Bahia.
A parceria entre a CBPM e a empresa canadense prevê investimento estimado em R$ 1,8 bilhão e utilização de sílica de alta pureza encontrada em áreas da estatal baiana no distrito de Santa Maria Eterna. A matéria-prima será destinada à produção de vidro solar de alta performance para a cadeia de energia renovável.
Projeto prevê fábrica de vidro solar em Belmonte
A cerimônia de estreia da Homerun na bolsa brasileira aconteceu na sede da B3 e reuniu representantes da companhia, autoridades públicas e integrantes do setor empresarial. Participaram do evento o CEO da Homerun, Brian Leeners, o presidente da CBPM, Henrique Carballal, o vice-presidente da estatal, Carlos Borel, o prefeito de Belmonte, Iêdo Elias, além do superintendente comercial de Relacionamento e BDR da B3, Ricardo Morbim.
O projeto prevê a construção de uma unidade industrial voltada à produção de vidro solar utilizado em painéis fotovoltaicos de alta performance. A expectativa é que a pedra fundamental da fábrica seja inaugurada no próximo dia 16 de junho, em Belmonte.
A proposta coloca a Bahia dentro da estratégia global de expansão da indústria de energia limpa e amplia a participação do estado no mercado de tecnologias ligadas à transição energética.
CBPM destaca modelo de mineração e desenvolvimento sustentável
Durante a cerimônia, o presidente da CBPM, Henrique Carballal, afirmou que o projeto representa a política de mineração defendida pelo Governo da Bahia. Segundo ele, a estratégia une desenvolvimento econômico, responsabilidade social e preservação ambiental.
“Essa é a mineração que nós acreditamos. Uma mineração comprometida com o equilíbrio entre desenvolvimento econômico, responsabilidade social e preservação ambiental. Sob a liderança do governador Jerônimo Rodrigues (PT), a CBPM tem trabalhado para atrair investimentos, gerar emprego, renda e oportunidades para o povo baiano, e esse é mais um grande resultado desse trabalho”, afirmou Carballal.
Segundo a CBPM, o projeto busca integrar desenvolvimento industrial, geração de renda e sustentabilidade ambiental. A produção será baseada em tecnologia de ponta voltada à cadeia de energia fotovoltaica. A companhia informou ainda que o empreendimento deverá fortalecer a industrialização sustentável da Bahia e ampliar a capacidade produtiva ligada à energia renovável no Brasil.
Projeto deve gerar empregos no sul da Bahia
A previsão apresentada pela CBPM aponta para a criação de cerca de 500 empregos diretos e 2 mil empregos indiretos durante as fases de implantação e operação da fábrica. Na avaliação do prefeito de Belmonte, Iêdo Elias (PSD), o projeto deve provocar impacto econômico relevante no município e na região.
“Essa fábrica, do ponto de vista social, vai contribuir e muito com Belmonte, e nós seremos parceiros desse desenvolvimento e da melhoria da qualidade de vida de todos que precisam dessa ajuda tão importante. Não tenham dúvida que Belmonte crescerá. Só tenho a agradecer o apoio do Governo do Estado, por meio da CBPM, na viabilização desse projeto que representa um marco significativo para o nosso município”, declarou.
Além da geração de empregos, a expectativa é que o empreendimento impulsione setores ligados à prestação de serviços, logística e infraestrutura regional.
Homerun destaca trajetória até abertura de capital na B3
De acordo com o CEO da Homerun, Brian Leeners, a entrada da empresa na bolsa brasileira marca uma nova etapa do projeto desenvolvido no Brasil. “Trabalhar para construir a Homerun tem sido, provavelmente, o aspecto mais gratificante da minha carreira profissional. Pegar uma ideia original e, em três anos, desenvolvê-la até onde estamos hoje, sendo listados na bolsa de valores brasileira como uma empresa brasileira de capital aberto, representa os ativos que estamos desenvolvendo no Brasil”, afirmou.
A empresa desenvolve o projeto a partir da sílica de alta pureza encontrada em áreas da CBPM em Santa Maria Eterna. O material é considerado estratégico para a produção de vidro solar utilizado em painéis de energia fotovoltaica.
Fundo social prevê investimentos permanentes em Belmonte
Outro ponto apresentado pela CBPM durante o evento foi a criação de um Fundo de Desenvolvimento Social vinculado ao projeto industrial. Segundo Henrique Carballal, o mecanismo prevê destinação anual de aproximadamente R$ 3 milhões para ações sociais no município.
“Responsabilidade social, para nós, precisa acontecer na prática. Por isso, criamos um Fundo de Desenvolvimento Social vinculado ao projeto, que garantirá a destinação de cerca de R$ 3 milhões por ano para o desenvolvimento social de Belmonte”, informou.
“Estamos falando de mais oportunidades, fortalecimento das comunidades locais, melhoria concreta da qualidade de vida da população e a construção de um legado permanente para a região”, complementou Carballal.
A CBPM informou que o projeto faz parte da estratégia de fortalecimento da cadeia de energia limpa na Bahia e deverá ampliar a presença do estado em investimentos ligados à transição energética global.
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