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Quarta-feira, 29 de Julho 2026
Condenado a mais de 20 anos por matar ex-sócio em Arraial d'Ajuda é preso novamente
Porto Seguro

Condenado a mais de 20 anos por matar ex-sócio em Arraial d'Ajuda é preso novamente

José Claudio Ferreira e um comparsa chegaram a ser presos durante as investigações, mas conseguiram responder ao processo em liberdade após o relaxamento da prisão.

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O empresário José Claudio Ferreira, de 55 anos, condenado pelo assassinato do ex-sócio Leandro Reis Duque, foi preso na tarde de terça-feira (28), no bairro Morada do Vale, em Governador Valadares (MG). Segundo a Polícia Militar, ele era considerado foragido da Justiça e tinha um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Criminal, Júri e Execuções Penais da Comarca de Porto Seguro (BA), após ser condenado a 20 anos e seis meses de prisão em regime fechado.

De acordo com a PM, equipes da Moto Patrulha receberam uma denúncia de que o empresário estaria escondido no bairro e poderia estar armado. Ele foi localizado, demonstrou nervosismo ao perceber a aproximação dos policiais, mas, durante a abordagem e buscas no veículo e na residência, nenhuma arma ou material ilícito foi encontrado. Após consulta aos sistemas de segurança, o mandado de prisão foi confirmado. O empresário foi levado ao Hospital de Pronto-Socorro (HPS) para avaliação médica e, em seguida, encaminhado à Delegacia da Polícia Civil.

O crime ocorreu em 2017, em Arraial d'Ajuda, distrito de Porto Seguro. Segundo as investigações, Leandro Reis Duque, de 31 anos, desapareceu no fim de fevereiro daquele ano e foi encontrado morto dias depois, enterrado em uma cova rasa. A Polícia Civil concluiu que o homicídio foi motivado por uma disputa profissional entre os dois sócios. A vítima teria sido atraída para uma emboscada sob o pretexto de realizar um orçamento, sendo assassinada e enterrada em uma área de mata, enquanto os envolvidos fugiram para Minas Gerais.

José Claudio Ferreira e um comparsa chegaram a ser presos durante as investigações, mas conseguiram responder ao processo em liberdade após o relaxamento da prisão. Em janeiro de 2024, o empresário foi julgado pelo Tribunal do Júri de Porto Seguro, não compareceu à sessão e acabou condenado à revelia, passando a ser considerado foragido da Justiça. Um segundo réu também foi condenado por participação no homicídio.

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