O deputado estadual Robinho (PP), nome de Carlos Robson Rodrigues da Silva, se encontra no centro de uma controvérsia judicial relacionada a uma tentativa de invasão da Fazenda Marobá, pertencente à Viação Águia Branca, localizada em Nova Viçosa, no extremo sul da Bahia. A liminar que visa proteger a propriedade foi emitida pelo juiz Renan Souza Moreira, que constatou evidências suficientes para caracterizar a turbação da posse.
De acordo com os autos do processo, Robinho e seu filho, Heitor Chácara Rodrigues, foram acusados de derrubar parte da cerca da Fazenda Marobá, um terreno de 48,3 mil m² situado às margens da BR-101. Em seguida, iniciaram a limpeza do local utilizando uma retroescavadeira, que permaneceu na área mesmo após a intervenção de funcionários da Viação Águia Branca. Um boletim de ocorrência foi registrado, no qual o operador da máquina afirmou ter sido contratado por Heitor, que alegou ter comprado a propriedade. Contudo, a Viação Águia Branca contestou essa afirmação e apresentou documentos que comprovam sua posse e propriedade desde 1973.
Na decisão, o juiz ordenou a manutenção da área sob a posse da empresa, além de determinar a retirada imediata do maquinário usado. Uma multa diária de R$ 500 foi estabelecida para Robinho ou seu filho caso novos atos de invasão sejam cometidos, e foi autorizada a utilização de reforço policial para garantir o cumprimento da ordem judicial.
Em declaração ao portal bahia.ba, Robinho defendeu sua posição, alegando ter adquirido legalmente a área no início deste ano. Ele informou ter registrado a escritura de posse em cartório e que a limpeza do terreno visava a construção de um posto de gasolina. Robinho acredita que as mudanças administrativas ao longo dos anos possam ter causado a sobreposição de registros entre ele e a Viação Águia Branca, que comprou o terreno nas décadas de 1970. Com isso, a solução encontrada pela família foi buscar a judicialização do caso.
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