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Quinta-feira, 30 de Julho 2026
Fiscalização do Coren-BA mapeia condições de saúde em aldeias indígenas de Porto Seguro
Porto Seguro

Fiscalização do Coren-BA mapeia condições de saúde em aldeias indígenas de Porto Seguro

A missão, ainda que breve, deixa um legado: saúde e cultura não precisam caminhar separadas. Elas podem – e devem – andar lado a lado.

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Nos dias 16 e 17, representantes do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA), juntamente com a comitiva do Conselho Federal de Enfermagem e outros regionais, percorreram trilhas, enfrentaram estradização às aldeias Xandó, Barra Velha e Pará, na região de Porto Seguro. A missão foi clara: compreender as condições de saúde e trabalhas de difícil acesso e mergulharam no universo dos povos originários para levar assistência e fiscalo nas comunidades indígenas e propor soluções que unam ciência e respeito às tradições culturais.

Para isto, foram realizadas entrevistas com profissionais de enfermagem e reuniões com lideranças indígenas, permitindo um diálogo sobre desafios locais. A programação incluiu a avaliação da infraestrutura, bem como a coleta de dados para a elaboração de estratégias de fiscalização e intervenção.

O estado da Bahia possui 417 municípios e abriga uma população indígena significativa, ocupando o segundo lugar no Brasil em número de habitantes indígenas, totalizando 229.103 mil pessoas.

“Essas visitas são fundamentais para compreender a realidade local e propor soluções que respeitem a identidade cultural dos povos originários, enquanto garantimos a qualidade do cuidado de enfermagem”, afirmou Davi Apóstolo, presidente do Coren-BA, que esteve presente na ação.

Com base no mapeamento realizado, será possível identificar as condições de trabalho dos profissionais de enfermagem e levantar as necessidades locais para aprimorar a fiscalização e o suporte técnico. Além disso, será produzido um diagnóstico situacional detalhado, um banco de dados para categorizar os profissionais que atuam nessas comunidades e estabelecer um canal contínuo de comunicação com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI).

A missão, ainda que breve, deixa um legado: saúde e cultura não precisam caminhar separadas. Elas podem – e devem – andar lado a lado.

 

Por: Redação BAHIA SUL NEWS

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