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Terça-feira, 28 de Julho 2026
Hospital Regional Luís Eduardo Magalhães de Porto Seguro declara incapacidade de atendimento; Veja
Porto Seguro

Hospital Regional Luís Eduardo Magalhães de Porto Seguro declara incapacidade de atendimento; Veja

Os municípios da 8ª região – Porto Seguro, Belmonte, Santa Cruz Cabrália, Itapebi, Itagimirim, Eunápolis, Itabela e Guaratinga

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O Diretor Técnico do Hospital Regional Luís Eduardo Magalhães (HRDLEM) anunciou, em comunicado recente, que, a partir de 1º de outubro de 2025, será inviável a continuidade da assistência obstétrica de referência em Alto Risco Gestacional na unidade. Essa decisão foi motivada por uma série de fatores preocupantes que impactam diretamente a qualidade do atendimento à população.

Primeiramente, o hospital enfrenta um déficit grave de médicos obstetras. Atualmente, apenas sete profissionais estão disponíveis, enquanto seriam necessários pelo menos dois por turno de 24 horas para garantir a assistência adequada. Essa escassez resulta em uma sobrecarga física e psicológica insustentável para a equipe, que manifestou sua impossibilidade de manter a escala sob tais condições. Além disso, a ausência de uma Diretoria Clínica e Coordenação de Obstetrícia agrava ainda mais a situação, criando um ambiente propenso a riscos profissionais e assistenciais.

Os municípios da 8ª região – Porto Seguro, Belmonte, Santa Cruz Cabrália, Itapebi, Itagimirim, Eunápolis, Itabela e Guaratinga – repassam anualmente mais de vinte milhões de reais para o Governo Estadual, com o intuito de garantir a saúde da população local. No entanto, a realidade observada nos corredores do HRDLEM é alarmante. Pacientes enfrentam filas intermináveis, e a escassez de medicamentos, aliados aos atrasos salariais dos profissionais de saúde, revelam uma situação insustentável.

Prefeitos e secretários municipais expressam seu descontentamento, ressaltando que a falta de um atendimento digno no hospital se transformou em um sofrimento constante para a população. A necessidade de reformas e melhorias é urgente, pois o que deveria ser um pilar da saúde regional tornou-se, lamentavelmente, sinônimo de desumanidade e descaso.

Veja a íntegra da declaração do Diretor: 

“Cumprimentando a todos , venho comunicá-los que , considerando:

- A dificuldade de contratação de Obstetras pela empresa Gestora IGH do HRDLEM Porto Seguro, ciente dos fatos desde reunião ocorrida entre equipe, Direção Tecnica e Direção Local HRDLEM em Março deste ano de 2025 e em outras reuniões entre equipe e diretorias afins subsequentes ;

- O cenário atual da escala de Obstetrícia deste serviço, que conta atualmente com apenas 7 Obstetras para o fechamento completo da escala, dimensionada para 2 OBSTETRAS no período de 24 hs de Segunda a Segunda;

- Alegação por parte de toda a equipe a sobrecarga física / psicológica sob o risco profissional e risco assistencial para a população atendida com consequente recusa em manuntenção da escala com esse déficit importante de médicos obstetras a partir do dia 01/10/2025;

- Ser esta a  única unidade de  Referência em Alto Risco Gestacional e única porta aberta como Maternidade no município de Porto Seguro:

- Ausência de Diretoria Clínica e Coordenação Do Serviço de Obstetrícia;

-  O cumprimento  das minhas funções de  Diretor Técnico , de acordo com a Resolução CFM 2147/2016 , que define como responsabilidades do cargo : Supervisão Ético Profissional , Planejamento e Organização dos serviços médicos , Representação perante aos Conselhos de Medicina , Autoridades e população ;

Comunico que a partir do dia 01/10/2025 , diante dos fatos supramencionados , torna-se inviável a continuidade da assistência Obstétrica de referência em Alto Risco Gestacional  para a macrorregião Porto Seguro , sendo neste momento comunicado a interrupção desta assistência até a resolução definitiva do quadro atual , com a contratação de novos médicos obstetras para ocuparem a escala de plantão, para que possamos com segurança e responsabilidade profissional prestar a assistência médica necessária, dentro das prerrogativas e normas de proteção à saúde dos usuários deste serviço”.

Informações: Tribuna da Bahia

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