O peixe-leão, conhecido pelas listras coloridas, nadadeiras alongadas e aparência exuberante, tem chamado a atenção após ser encontrado em diferentes localidades do litoral da Bahia. A espécie é considerada uma ameaça à biodiversidade marinha e já foi registrada em mais de 10 municípios baianos, segundo a oceanógrafa e coordenadora técnica do Programa de Gerenciamento Costeiro da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Mariana Fontoura.
Entre os municípios com registros estão Salvador, Cairu, Porto Seguro, Prado, Lauro de Freitas e Mata de São João. Em Porto Seguro, mais de 500 peixes-leão foram capturados somente em agosto, após a prefeitura oferecer uma recompensa de R$ 10 por animal localizado e entregue à Colônia de Pescadores. Para a especialista, o incentivo financeiro pode influenciar a percepção sobre a quantidade da espécie na cidade, já que houve um esforço concentrado de captura.
A Sema, no entanto, não pretende adotar o pagamento como estratégia estadual de combate à espécie. Segundo Mariana Fontoura, a proposta é investir em capacitação e no fortalecimento da cadeia produtiva, inclusive estimulando o consumo do peixe. A estratégia busca transformar a captura em uma atividade que também possa gerar renda para pescadores e mergulhadores.
A preocupação está relacionada à capacidade de reprodução, adaptação e alimentação do peixe-leão. Segundo a oceanógrafa, o animal pode consumir até 20 peixes pequenos em cerca de 30 minutos, incluindo espécies de interesse comercial. A presença do predador pode reduzir populações de peixes nativos e provocar impactos sobre comunidades que dependem da pesca.
Apesar da aparência colorida, com tons de branco, vermelho, laranja, marrom e preto, o peixe-leão também oferece risco para quem entra em contato com ele, devido aos espinhos dorsais. A orientação é evitar tocar ou tentar capturar o animal sem capacitação adequada.
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