EUNÁPOLIS (BA) — Situada na Avenida Porto Seguro, em Eunápolis, a China Variedades consolidou sua atuação no comércio varejista local, especialmente no segmento de produtos eletrônicos e variedades.
Em 2026, segundo relato apresentado à reportagem, a gerente Erika de Sá teria sido informada de que canais no YouTube e pessoas que produzem conteúdo de forma independente estariam divulgando um vídeo atribuído ao suposto circuito interno de segurança do estabelecimento. Nas publicações, as imagens seriam apresentadas como registro de um alegado furto ocorrido dentro da loja.
A administração, entretanto, contesta a autenticidade e a contextualização atribuídas às imagens.
De acordo com as informações fornecidas pela empresa, houve um episódio envolvendo o estabelecimento em maio de 2024, mas a questão foi encaminhada às vias judiciais e permanece sendo tratada no âmbito competente. A política adotada pela empresa, segundo seus representantes, seria justamente evitar exposição pública de ocorrências dessa natureza enquanto submetidas à apreciação judicial.
A controvérsia ganhou novos contornos depois que quatro canais no YouTube teriam divulgado um vídeo no qual aparece uma mulher carregando uma bolsa. Segundo essas publicações, as imagens teriam sido registradas na China Variedades e estariam relacionadas a uma ocorrência de furto.
A gerente Erika de Sá, contudo, rejeita essa versão:
> “Este vídeo não condiz em nada com o que ocorreu naquele período. Não é a nossa loja, tampouco corresponde à pessoa envolvida na questão que está sendo resolvida em juízo. Não precisamos de audiência positiva ou negativa de ninguém. No entanto, não nos omitiremos diante do uso do nome da loja sem autorização.”
Imagem teria sido atribuída à jornalista Alinne Werneck
Além da controvérsia sobre a origem das imagens, o material divulgado teria sido associado à jornalista Alinne Werneck.
Werneck também rejeita a atribuição e sustenta que a mulher apresentada nas imagens não seria ela. A jornalista critica ainda a utilização de conteúdos cuja procedência, contexto e autenticidade não tenham sido devidamente demonstrados.
A defesa de Werneck, atribuída à Dra. Elizângela Gemaque de Almeida, afirma que pretende avaliar judicialmente a conduta dos responsáveis pelas publicações e eventual responsabilização de quem tenha associado indevidamente as imagens à jornalista ou utilizado o nome do estabelecimento.
Em manifestação sobre o episódio, a advogada declarou:
> “É inacreditável que quatro pessoas estejam, segundo os elementos que estamos analisando, promovendo uma situação dessa natureza por vingança. Com dois deles já estamos acostumados, mas surgiram ainda um homem residente em São Paulo e uma pessoa apresentada publicamente como psicóloga. Utilizaremos os instrumentos legais cabíveis para buscar a responsabilização de quem tiver participado de eventual ilícito. Uma coisa é divergência na internet; outra completamente diferente é atribuir a alguém uma imagem ou uma conduta que não lhe pertençam. Convivo com Alinne Werneck há dois anos e, na minha percepção pessoal, a mulher apresentada nas imagens não corresponde a ela. Os fatos serão submetidos às autoridades competentes.”
A controvérsia deverá, portanto, ser analisada à luz dos arquivos originais, da procedência das imagens e dos elementos existentes no processo judicial, evitando que versões divulgadas em redes sociais sejam tratadas como conclusões definitivas antes da manifestação das autoridades competentes.
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