No dia 2 de fevereiro, uma discussão nas redes sociais acabou resultando em um ataque racista contra uma empresária judia em Arraial D’Ajuda. A situação ocorreu dentro da loja da vítima, onde a agressora, Ana Maria Leiva Blanco, danificou algumas mercadorias e deu um tapa no rosto da empresária, sendo contida pelo namorado.
A dona do estabelecimento registrou o momento do ataque em um vídeo, no qual a acusada chama a empresária de "assassina de crianças" e "maldita sionista". Esses comentários racialmente ofensivos estão relacionados ao conflito na Faixa de Gaza, entre o Hamas e Israel, que gerou o desentendimento entre as duas mulheres nas redes sociais.
Após bloquear a agressora em um aplicativo de mensagens, a empresária foi surpreendida pela presença da mesma em sua loja. Ana Maria alegou estar fazendo uso de remédios controlados e demonstrou arrependimento por suas ações.
Mesmo assim, a empresária registrou um boletim de ocorrência e o caso foi encaminhado à Polícia Civil, sendo posteriormente remetido à Justiça. Em 7 de março, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) tornou a acusada ré no processo. Agora, é esperado que ela apresente sua defesa em até 10 dias.
Após a decisão da Justiça, a reportagem procurou Ana Maria, mas ela se recusou a comentar o caso. Este incidente é mais um exemplo de como o ódio e a intolerância manifestados nas redes sociais podem acabar gerando situações reais de injúria racial e agressões físicas. É importante ressaltar a importância do respeito mútuo e combate ao preconceito em todas as formas, seja no mundo digital ou no mundo físico.
Por: Sameul Nery | Bahiasul News
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