Integrantes da “ala histórica” e da “ala bolsonarista” do PL baiano já falam abertamente em um cenário preocupante para 2026 — e, nos bastidores, o nome de Jânio Júnior surge entre os que podem sair mais prejudicados. O temor é que o partido se transforme em uma espécie de “barriga de aluguel” para nomes ligados ao grupo de ACM Neto e Bruno Reis, reduzindo drasticamente o espaço para quem construiu trajetória dentro da sigla.
A possível chegada de novos filiados com densidade eleitoral acende o alerta vermelho entre os chamados “PL raiz”. A avaliação interna é de que a matemática da chapa ficará ainda mais apertada, diminuindo as chances reais de eleição ou reeleição de quem já está no partido — e Jânio Júnior, que busca consolidar espaço na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, pode enfrentar um cenário muito mais hostil do que o previsto inicialmente.
Fontes da legenda apontam que a condução das negociações pode provocar um racha interno às vésperas do pleito. Caso a legenda abra espaço prioritário para aliados de Neto e Bruno Reis, o impacto pode ser direto na sobrevivência eleitoral de nomes alinhados ao bolsonarismo e à ala histórica, tornando a disputa interna mais dura do que a própria eleição.
A entrada de figuras como Wagner Alves, Igor Dominguez e Paulo Câmara amplia ainda mais a concorrência dentro da chapa. Com mais candidatos competitivos disputando o mesmo eleitorado, o cálculo eleitoral tende a ficar extremamente estreito, reduzindo margens e tornando o caminho para Jânio Júnior ainda mais incerto.
Nos bastidores, há quem avalie que, se o PL caminhar para uma posição mais ao centro, afastando-se do discurso mais alinhado ao bolsonarismo, candidatos identificados com essa ala podem perder prioridade estratégica. Nesse contexto, o projeto de Jânio Júnior para 2026 passa a depender não apenas do voto nas urnas, mas, sobretudo, das decisões internas do partido — que, neste momento, parecem longe de favorecer sua caminhada.
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