O julgamento do júri popular que apurou o assassinato dos professores Álvaro Henrique e Elisney Pereira foi concluído nesta quarta-feira (6), no Fórum de Itabuna, com a condenação dos policiais envolvidos no crime. A decisão encerra um longo período de espera por justiça, marcado por dor e mobilização de familiares e da sociedade, especialmente de moradores de Porto Seguro, que acompanharam o desfecho presencialmente.
Os réus foram considerados culpados pelo Conselho de Sentença e condenados a 37 anos de prisão em regime inicialmente fechado. A pena resulta da soma das condenações pelos dois homicídios: 21 anos pela morte de Álvaro Henrique e 16 anos pela morte de Elisney Pereira. No caso de Álvaro, a punição foi agravada devido a circunstâncias específicas, como o fato de a vítima ter deixado um filho com deficiência, fator considerado pelo Judiciário como de maior gravidade social.
Apesar da condenação, o sentimento entre familiares e presentes foi de justiça incompleta. Isso porque o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) decidiu, às vésperas do julgamento, retirar do júri outro acusado, Edésio, apontado como possível mandante do crime. A exclusão gerou críticas e reforçou a sensação de impunidade, após anos de espera. Agora, a expectativa é que o processo contra o suspeito tenha andamento célere e que ele também seja levado a julgamento, para que todos os envolvidos sejam responsabilizados.
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