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Quarta-feira, 29 de Abril 2026
Porto Seguro é a cidade com mais denúncias de ameaça contra mulheres no extremo sul da Bahia; Veja
Porto Seguro

Porto Seguro é a cidade com mais denúncias de ameaça contra mulheres no extremo sul da Bahia; Veja

Na região Sul da Bahia, o levantamento aponta que Ilhéus lidera o número de ocorrências, com 196 registros, seguido por Porto Seguro, com 136 casos, e Itabuna, com 121 notificações.

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No extremo sul da Bahia, Porto Seguro aparece com maior número de registros de ameaças contra mulheres, segundo o balanço mais recente da Secretaria da Segurança Pública divulgado em março. O estado já ultrapassou a marca de nove mil denúncias, evidenciando a dimensão da violência de gênero e reforçando a importância da ampliação da rede de proteção às vítimas.

As ocorrências foram registradas por meio de diversos canais oficiais, que vêm facilitando o acesso das mulheres aos serviços de apoio. Entre as ferramentas mais utilizadas está o Zap Respeita as Mina, que funciona pelo número 71 3117-2815 e utiliza inteligência artificial para orientar vítimas de forma rápida e segura. Além disso, a Delegacia Digital e as unidades físicas seguem como importantes portas de entrada para formalização das denúncias.

Na região Sul da Bahia, o levantamento aponta que Ilhéus lidera o número de ocorrências, com 196 registros, seguido por Porto Seguro, com 136 casos, e Itabuna, com 121 notificações. Outros municípios também apresentam números expressivos, como Teixeira de Freitas (99), Valença (67) e Eunápolis (64), mantendo a rede de proteção em alerta constante.

Cidades como Itamaraju (48), Santa Cruz Cabrália (37), Itacaré (22) e Canavieiras (19) também integram o relatório. Mesmo em municípios menores, como Belmonte (16), Una (13), Camacan (10), Uruçuca (6) e Ubaitaba (4), o registro das ocorrências é considerado fundamental para garantir proteção legal às vítimas.

De acordo com a Polícia Civil, formalizar a denúncia é o primeiro passo para a solicitação de medidas protetivas de urgência. A estratégia busca agir de forma preventiva, evitando que casos de ameaça evoluam para crimes mais graves, como o feminicídio. O aumento expressivo de registros em março de 2026 também está ligado à mobilização da campanha Março Mulher, que amplia a conscientização e incentiva as vítimas a romperem o silêncio em todo o estado.

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