Nesta segunda-feira (31/3), entregadores de aplicativos de Porto Seguro, Bahia, e outras cidades do Brasil iniciaram uma paralisação nacional exigindo melhorias nas condições de trabalho. O movimento, que durará até terça-feira (1º/4), abrange 59 cidades, incluindo 19 capitais.
Entre as principais reivindicações estão a adoção de uma taxa mínima de R$ 10 por entrega, aumento no valor pago por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50 e limitação da distância das entregas por bicicleta a três quilômetros. Os trabalhadores também pedem reajuste na taxa de espera e melhorias nas condições oferecidas por plataformas como iFood, Uber Flash e 99 Entrega.
Em São Paulo, a mobilização começou no Pacaembu e seguiu em direção ao Masp, na Avenida Paulista. Em Belo Horizonte, os motoboys se concentraram na Praça da Estação e finalizaram o protesto na Praça da Savassi. Em Rio Branco, Acre, cerca de 50% dos 5 mil entregadores participaram da paralisação, reunindo-se na Praça da Namoradeira.
O iFood declarou respeito ao direito à manifestação pacífica e ressaltou seu diálogo contínuo com a categoria desde 2021. A empresa mencionou reajustes recentes nos ganhos dos trabalhadores e destacou diversos benefícios oferecidos, como seguro pessoal gratuito, planos de saúde, programas de educação, apoio jurídico e psicológico.
As plataformas 99 Entrega e Uber Flash não se manifestaram sobre a greve.
As demandas incluem um reajuste na taxa de entrega, fim das rotas duplas e mais respeito aos motoboys, com especial foco no iFood, maior plataforma de delivery do país.
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