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Terça-feira, 21 de Julho 2026
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Porto Seguro e Cabrália, destino de milhares visitantes durante verão, registram 16 mortes por afogamento em apenas um ano
CIDADES

Porto Seguro e Cabrália, destino de milhares visitantes durante verão, registram 16 mortes por afogamento em apenas um ano

As ocorrências se concentram principalmente nas praias de Praia de Taperapuã, Praia de Mundaí e em Coroa Vermelha, distrito de Santa Cruz Cabrália

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Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, no extremo sul da Bahia, destinos muitos procurados por turistas, especialmente durante o verão, registram 16 mortes por afogamento em um período de aproximadamente um ano. Os dados são de um levantamento do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, que acende um alerta para os riscos nas praias da região.

Entre setembro de 2024 e outubro de 2025, foram contabilizados cerca de 28 ocorrências de afogamento nas cidades, sendo mais da metade com desfecho fatal. Porto Seguro município, que recebeu mais de 2,4 milhões de visitantes apenas em 2024, enfrenta aumento significativo na pressão sobre a estrutura de segurança, especialmente nos períodos de alta temporada.

As ocorrências se concentram principalmente nas praias de Praia de Taperapuã, Praia de Mundaí e em Coroa Vermelha, distrito de Santa Cruz Cabrália, áreas conhecidas pelo grande fluxo de visitantes ao longo do ano. Nessas localidades, o movimento intenso aliado às condições naturais do mar aumenta o risco de acidentes.

Especialistas apontam que as correntes de retorno estão entre as principais causas dos afogamentos registrados. Esses fenômenos se formam entre bancos de areia e podem arrastar banhistas rapidamente para áreas mais profundas. A recomendação é manter a calma, evitar nadar contra a corrente e tentar sair lateralmente até retornar a uma zona segura.

Casos recentes reforçam a gravidade da situação, como o resgate de um adolescente na Praia das Pitangueiras e a morte de uma turista em Taperapuã. Relatos de visitantes também indicam falta de sinalização adequada em alguns trechos do litoral, o que dificulta a identificação de áreas de risco.

Além disso, a ausência de guarda-vidas em quantidade suficiente tem sido alvo de críticas. Segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, o risco de morte por afogamento em praias sem esse tipo de monitoramento pode ser até 60 vezes maior. Especialistas defendem que investimentos em prevenção, sinalização e conscientização são fundamentais para reduzir os índices e garantir mais segurança aos banhistas.

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